Nota sobre o ocorrido na E.E. Amadeu Amaral (versão final)
Na manhã do último dia 13 de novembro, o Governo do Estado de São Paulo demonstrou mais uma vez o seu descaso para com a educação pública e para com os estudantes sob sua responsabilidade. Sem motivos aparentes, após uma briga entre duas jovens, alunos da Escola Estadual Amadeu Amaral, localizada no largo São José do Belém, na zona leste da cidade, começaram a quebrar os vidros de algumas janelas e a arremessar carteiras prédio abaixo. A Polícia Militar foi acionada e, cerca de dez minutos depois, colocou fim ao que seria unicamente um ato de depredação.
A diretora do colégio negou aos alunos ter chamado a PM – que nega, por sua vez, ter agredido os estudantes com cassetetes. Segundo o responsável pela ação, o capitão Alessandro Marcos de Oliveira, os alunos teriam sido contidos "no grito". Como a repressão verbal não deixa marcas nas costas de ninguém – e o próprio capitão não nega a possibilidade de ter havido violência física –, estamos diante de uma ação truculenta da polícia, que invadiu um ambiente que deveria ser exemplo de civilidade, respeito e fraternidade.
O Núcleo Belém-Tatuapé do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) denuncia a política educacional praticada pelo governo estadual de São Paulo, que além de não promover uma educação pública de qualidade ainda se atreve a tratar os estudantes das camadas menos favorecidas da sociedade como se fossem bandidos.
Não é admissível que o poder público só chegue a esses jovens para aplicar-lhes castigos tendo a violência como único meio de persuasão. O PSOL não tem o objetivo de incentivar a quebradeira de escolas, mas recusa-se veementemente a fechar os olhos para as condições indignas da educação pública paulista e para o que está por trás do ocorrido no último dia 13no istao udantes das camadas menos favorecidas dasociedade tudantes ça qualquer momento, sem motivaçssar carteiras pr.
Como é do conhecimento de todos, muitos dos estudantes não sabem o que vão fazer na escola e qual a utilidade dela em suas vidas. Não há como negar que esta, atualmente, não tem proporcionado muitos argumentos para a defesa de sua utilidade. O PSOL entende o ato de rebeldia dos estudantes como um levante contra um modelo de educação falido, que não interage com a realidade do aluno e não o instiga a aprender. O que aconteceu no Belém foi uma revolta mal canalizada, é verdade, mas absolutamente legítima frente ao sucateamento da educação pública.
A Escola Estadual Amadeu Amaral, localizada em um prédio de 1909 tombado como patrimônio histórico, é uma das escolas que abrigam menores infratores em liberdade assistida e que possuem turno integral. Deveria, portanto, oferecer uma pedagogia condizente com tais características. A má qualidade e a falta de perspectivas acaba por forjar um sentimento de revolta, latente, que pode explodir a qualquer momento, como aconteceu, sem motivação ou objetivo claros, mas com resultados que chamam a atenção de todos.
O PSOL denuncia a política educacional do governo de José Serra (PSDB), que age de forma eleitoreira, com vistas a frutos políticos futuros. As escolas técnicas do Centro Paula Souza, que em sua maioria contam com estudantes maiores de idade – e, conseqüentemente, potenciais eleitores –, recebem atenção especial, contando com mais verbas e funcionários, para servirem de modelo de educação a ser apresentado possivelmente em programas eleitorais mais adiante. Quase no mesmo dia do incidente, o governo estadual ofereceu generosos R$ 4 bilhões para as montadoras de veículos estrangeiras instaladas em São Paulo. Dinheiro este que é sistematicamente negado aos serviços públicos.
O PSOL reafirma o seu compromisso com uma educação pública de qualidade para todos os jovens, sem qualquer tipo de segregação ou diferenciação que não seja para atender à diversidade e às necessidades especiais de cada um. O partido luta por um modelo de educação que seja capaz de emancipar o indivíduo por meio do conhecimento, de promover a justiça social e de formar cidadãos conscientes e críticos, o que só será possível com a valorização dos corpos docente e discente. Nós do PSOL temos a certeza de que essas medidas, com as quais nos comprometemos de maneira firme, são capazes de permitir um ambiente escolar harmonioso. Caso fossem praticadas, certamente a revolta dos estudantes teria sido expressa de outra maneira. Ou, antes, não teria existido, assim como seguramente um governo descompromissado com as causas sociais como esse não estaria no poder.
São Paulo, 15 de novembro de 2008.
Núcleo Belém-Tatuapé do PSOL
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Proposta curricular para prova seletiva dos ACTs
ACTs: Prova seletiva
APEOESP reafirma posicionamento contrário ao Decreto 53037 e à aplicação de provas excludentes. Durante reuniões mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho, decorrentes da greve no período de 13 de junho a 04 de julho, a Diretoria reforçou este posicionamento e exigiu realização de concursos públicos classificatórios para efetivação de todos os ACTs.
O governo manteve-se intransigente na aplicação da prova seletiva aos ACTs. Diante das argumentações da Diretoria da APEOESP, o TRT propôs alterações na proposta inicial do governo. Você pode conferir as propostas, as conquistas decorrentes da greve e da interferência da Diretoria nas reuniões do TRT no link Fax Urgente 71 neste site.
Estamos também disponibilizando abaixo as Propostas Curriculares que serão utilizadas como referência para a prova seletiva.
Demais textos estarão disponíveis neste site assim que forem liberados pela S.E.E.
Baixe os documentos em PDF
OBS: para baixar os documentos em seu computador, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção "Salvar Destino Como..." (Internet Explorer) ou "Salvar link como..." (Firefox)
RELAÇÃO DOS DOCUMENTOS QUE SE CONSTITUEM NAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DA PROPOSTA CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DO ESTADO DE SÃO PAULOAdaptações de Acesso ao Currículo - Modulo 2
Adaptações de Acesso ao Currículo - Modulo 1
Caderno de Planejamento e Avaliação do Professor Alfabetizador
Coletânea de Textos – módulo 1
Coletânea de Textos – módulo 2
Coletânea de Textos – módulo 3
Coletanea_Atividades (aluno) 1a série
Com CENP de 06 11 08 Bibliografia prova simplificada anulando a anterior (2)
Documentos a ser publicado
Ensino de Língua Portuguesa nas séies iniciais – Expectativas
Ensino de matemática nas séries iniciais – Expectativas
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - Professor Alfabetizador - 1a - volume 1
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - Professor Alfabetizador - 2a - volume 1
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - Professor Alfabetizador - 2a - volume 2
Livro de Textos dos Alunos
PIC - Material do Aluno - 4a serie - volume 1
PIC - Material do Aluno - 4a série - Volume 2
PIC - Material do Aluno - 3a serie - volume 1
PIC - Material do Professor- 3a serie - volume 1
PIC - Material do Professor - 4a serie - volume 1
PIC - Material do Professor - 4a série - Volume 2
Proposta Curricular – Artes
Proposta Curricular – Biologia
Proposta Curricular – Ciências
Proposta Curricular - Educação Física
Proposta Curricular – Filosofia
Proposta Curricular – Física
Proposta Curricular – Geografia
Proposta Curricular – História
Proposta Curricular – Inglês
Proposta Curricular - Língua Portuguesa
Proposta Curricular – Química
Proposta Curricular – Sociologia
Proposta Curricular Geral (Para todas as funções)
Proposta Curricular - Matemática
APEOESP reafirma posicionamento contrário ao Decreto 53037 e à aplicação de provas excludentes. Durante reuniões mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho, decorrentes da greve no período de 13 de junho a 04 de julho, a Diretoria reforçou este posicionamento e exigiu realização de concursos públicos classificatórios para efetivação de todos os ACTs.
O governo manteve-se intransigente na aplicação da prova seletiva aos ACTs. Diante das argumentações da Diretoria da APEOESP, o TRT propôs alterações na proposta inicial do governo. Você pode conferir as propostas, as conquistas decorrentes da greve e da interferência da Diretoria nas reuniões do TRT no link Fax Urgente 71 neste site.
Estamos também disponibilizando abaixo as Propostas Curriculares que serão utilizadas como referência para a prova seletiva.
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Ensino de matemática nas séries iniciais – Expectativas
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PIC - Material do Aluno - 4a serie - volume 1
PIC - Material do Aluno - 4a série - Volume 2
PIC - Material do Aluno - 3a serie - volume 1
PIC - Material do Professor- 3a serie - volume 1
PIC - Material do Professor - 4a serie - volume 1
PIC - Material do Professor - 4a série - Volume 2
Proposta Curricular – Artes
Proposta Curricular – Biologia
Proposta Curricular – Ciências
Proposta Curricular - Educação Física
Proposta Curricular – Filosofia
Proposta Curricular – Física
Proposta Curricular – Geografia
Proposta Curricular – História
Proposta Curricular – Inglês
Proposta Curricular - Língua Portuguesa
Proposta Curricular – Química
Proposta Curricular – Sociologia
Proposta Curricular Geral (Para todas as funções)
Proposta Curricular - Matemática
II Semana da Consciência Negra
"- Eita negro!
quem foi que disse
que a gente não é gente?
quem foi esse demente,
se tem olhos não vê..."
(Solano Trindade - Conversa: Cantares do Meu Povo, 1961)
II Semana da Consciência Negra
Alguns estudantes estão organizando o evento - que é aberto para todos.
Compareça e, se puder, da uma forcinha divulgando também...
Segue a programação resumida do evento:
DIA 17/11 (Segunda- feira): LUTAS, GÊNERO E POLITICAS
16h00- MESA 1: 120 anos de Abolição Inacabada
18h00- MESA 2: Formas de lutas políticas: Movimentos Sociais e a questão Étnico-racial
20h00- MESA 3: Gênero e Raça: a Mulher Negra na Sociedade Contemporânea
21h30- Atividade cultural: 100 anos de Solano Trindade
DIA 18/11 (Terça-feira): O NEGRO E A UNIVERSIDADE
16h30- MESA1: Documentário/ espaço debate -Filmes: Matriz Afro/Brasil Crioulo
18h00- MESA 2:Cotas e Ações Afirmativas: Para quem? Para quê?
20h00- Mesa 3:Relações raciais na Universidade e da Universidade
21h30 - Atividade cultural: 100 Anos de Cartola
DIA 19/11(Quarta-feira): CULTURA NEGRA COMO FORMA DE RESISTÊNCIA
17h00-Mesa 1:Documentário/ espaço debate-Filme: Além de Trabalhador, Negro
18h30-Mesa 2:Classe e etnia na Sociedade Capitalista
20h30-Mesa 3:Documentário/ espaço debate - Filme: Quando o Crioulo dança
21h30-Mesa 4:Grupos convidados
CONFRATERNIZAÇÃO
Na Unifesp Guarulhos
Estrada do Caminho Velho, 333 - Pimentas
(Próximo ao CEAG )
quem foi que disse
que a gente não é gente?
quem foi esse demente,
se tem olhos não vê..."
(Solano Trindade - Conversa: Cantares do Meu Povo, 1961)
II Semana da Consciência Negra
Alguns estudantes estão organizando o evento - que é aberto para todos.
Compareça e, se puder, da uma forcinha divulgando também...
Segue a programação resumida do evento:
DIA 17/11 (Segunda- feira): LUTAS, GÊNERO E POLITICAS
16h00- MESA 1: 120 anos de Abolição Inacabada
18h00- MESA 2: Formas de lutas políticas: Movimentos Sociais e a questão Étnico-racial
20h00- MESA 3: Gênero e Raça: a Mulher Negra na Sociedade Contemporânea
21h30- Atividade cultural: 100 anos de Solano Trindade
DIA 18/11 (Terça-feira): O NEGRO E A UNIVERSIDADE
16h30- MESA1: Documentário/ espaço debate -Filmes: Matriz Afro/Brasil Crioulo
18h00- MESA 2:Cotas e Ações Afirmativas: Para quem? Para quê?
20h00- Mesa 3:Relações raciais na Universidade e da Universidade
21h30 - Atividade cultural: 100 Anos de Cartola
DIA 19/11(Quarta-feira): CULTURA NEGRA COMO FORMA DE RESISTÊNCIA
17h00-Mesa 1:Documentário/ espaço debate-Filme: Além de Trabalhador, Negro
18h30-Mesa 2:Classe e etnia na Sociedade Capitalista
20h30-Mesa 3:Documentário/ espaço debate - Filme: Quando o Crioulo dança
21h30-Mesa 4:Grupos convidados
CONFRATERNIZAÇÃO
Na Unifesp Guarulhos
Estrada do Caminho Velho, 333 - Pimentas
(Próximo ao CEAG )
Primeira greve pelo piso salarial
No dia 14 de novembro foi deflagrada uma greve dos trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul. Eles exigem da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) respeito à lei federal 11.738, aprovada pelo Congresso e sancionada por Lula em junho.A greve é uma resposta ao Projeto de Lei que a governadora enviou a Assembléia Legislativa do Estado no último dia 11 de novembro.A proposta aumenta o valor do piso estadual dos professores. Eleva de R$ 862,80 para a mesma cifra prevista na lei federal: R$ 950.Vou ler atentamente o Projeto, mas a imprensa afirma que ele, ao estabelecer o piso naquele estado, não cumpre a lei 11.738 e calcula os salários pela remuneração.Além disso, o projeto não estabelece a reserva de 33% de carga horária para planejamento, descumprindo também a legislação federal do piso.Segundo os jornais, o governo gaúcho alega que a implantação do piso nacional, tal como previsto na lei 11.738, quebraria as arcas estaduais.Estima que, se for acrescido de gratificações, o piso de R$ 950 resultará em despesas adicionais de R$ 1,5 bilhão ao ano, em valores de hoje.E afirma que, observada a reserva de 33% da carga horária para atividades extra-classe, o Estado teria de contratar 27 mil novos professores.Tive acesso ao estudo encomendado pelo Consed (Conselho de Secretários Estaduais de Educação) acerca dos prováveis impactos da implantação de 33% de carga horária para atividades pedagógicas.Alguns dados desse estudo para reflexão dos gaúchos:Existem 64.871 professores estaduais. A maioria (73,8%) possui apenas 20% de hora-atividade, sendo que 12% possuem apenas 10% de hora-atividade e temos 9.136 docentes sem nenhuma hora-atividade.Esta distorção aumenta o provável impacto da implantação da medida. O estado economizou em qualidade e está mais distante do que outros do cumprimento da norma.É necessária, em média, a contratação de 24.797 professores e não 27 mil como afirmado pelo governo nos jornais.Cinco governadores, dentre eles a governadora gaúcha, entraram no STF com ação contra o Piso. Na verdade o alvo deles é mais a hora-atividade do que o piso.Ao invés de pressionarem o governo federal e conseguir mais recursos para a educação, preferem atacar o direito dos professores a receberem um piso salarial, que por sinal está muito aquém em termos de valor.São os mesmos governadores que pressionam o Congresso Nacional para fazer mais cortes do Orçamento e que orientaram suas bancadas federais a manter a DRU na Constituição, como queria e conseguiu o governo Lula.
Essa vai ser a primeira de muitas greves em defesa do piso em nosso país.
Podem acreditar!
Postado por Luiz Araújo
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Haverá curso de formação na subsede de são miguel
Como estudar
Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !- Todos os materiais estão disponíveis pelos sites www.educacao.sp.gov.br (links São Paulo Faz Escola, Ler e Escrever ou Cenp) ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br-
Todas as 91 Diretorias de Ensino têm os materiais-
Todas as escolas estaduais têm os materiais
Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !- Todos os materiais estão disponíveis pelos sites www.educacao.sp.gov.br (links São Paulo Faz Escola, Ler e Escrever ou Cenp) ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br-
Todas as 91 Diretorias de Ensino têm os materiais-
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Haverá curso de formação na subsede de são miguel
Como estudar
Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !- Todos os materiais estão disponíveis pelos sites www.educacao.sp.gov.br (links São Paulo Faz Escola, Ler e Escrever ou Cenp) ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br-
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Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !- Todos os materiais estão disponíveis pelos sites www.educacao.sp.gov.br (links São Paulo Faz Escola, Ler e Escrever ou Cenp) ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br-
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ACTs: Prova seletiva
ACTs: Prova seletiva
APEOESP reafirma posicionamento contrário ao Decreto 53037 e à aplicação de provas excludentes. Durante reuniões mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho, decorrentes da greve no período de 13 de junho a 04 de julho, a Diretoria reforçou este posicionamento e exigiu realização de concursos públicos classificatórios para efetivação de todos os ACTs.
O governo manteve-se intransigente na aplicação da prova seletiva aos ACTs. Diante das argumentações da Diretoria da APEOESP, o TRT propôs alterações na proposta inicial do governo. Você pode conferir as propostas, as conquistas decorrentes da greve e da interferência da Diretoria nas reuniões do TRT no link Fax Urgente 71 neste site.
Estamos também disponibilizando abaixo as Propostas Curriculares que serão utilizadas como referência para a prova seletiva.
Demais textos estarão disponíveis neste site assim que forem liberados pela S.E.E.
Baixe os documentos em PDF
OBS: para baixar os documentos em seu computador, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção "Salvar Destino Como..." (Internet Explorer) ou "Salvar link como..." (Firefox)
RELAÇÃO DOS DOCUMENTOS QUE SE CONSTITUEM NAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DA PROPOSTA CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PIC - Material do aluno 4ª série - vol. 1
Livro de Textos dos Alunos
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - Professor 1
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - Professor ALF
Coletânea de Atividades (Aluno) 1ª série
Caderno de Planejamento e Avaliação do Professor Alfabetiza
Adaptações de Acesso ao Currículo Módulo - I
Adaptações de Acesso ao Currículo Módulo - II
Ensino de Língua Portuguesa nas séries iniciais - expectativas
Ensino de Matemática nas séries iniciais - expectativas
Proposta curricular - ARTES
Proposta curricular Biologia
Proposta curricular Ciências
Proposta Curricular Educação Física
Proposta curricular Filosofia
Proposta curricular Física
Proposta curricular Geografia
Proposta curricular Inglês
Proposta curricular Língua Portuguesa
Proposta curricular Química
Proposta curricula Geral (Para todas as funções)
Proposta curricular História
Proposta curricular Matemática
APEOESP reafirma posicionamento contrário ao Decreto 53037 e à aplicação de provas excludentes. Durante reuniões mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho, decorrentes da greve no período de 13 de junho a 04 de julho, a Diretoria reforçou este posicionamento e exigiu realização de concursos públicos classificatórios para efetivação de todos os ACTs.
O governo manteve-se intransigente na aplicação da prova seletiva aos ACTs. Diante das argumentações da Diretoria da APEOESP, o TRT propôs alterações na proposta inicial do governo. Você pode conferir as propostas, as conquistas decorrentes da greve e da interferência da Diretoria nas reuniões do TRT no link Fax Urgente 71 neste site.
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PIC - Material do aluno 4ª série - vol. 1
Livro de Textos dos Alunos
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - Professor 1
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - Professor ALF
Coletânea de Atividades (Aluno) 1ª série
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Adaptações de Acesso ao Currículo Módulo - I
Adaptações de Acesso ao Currículo Módulo - II
Ensino de Língua Portuguesa nas séries iniciais - expectativas
Ensino de Matemática nas séries iniciais - expectativas
Proposta curricular - ARTES
Proposta curricular Biologia
Proposta curricular Ciências
Proposta Curricular Educação Física
Proposta curricular Filosofia
Proposta curricular Física
Proposta curricular Geografia
Proposta curricular Inglês
Proposta curricular Língua Portuguesa
Proposta curricular Química
Proposta curricula Geral (Para todas as funções)
Proposta curricular História
Proposta curricular Matemática
Haverá curso de formação na subsede de são miguel
Como estudar:
A subsede de São Miguel/Itaim Paulista atenderá 500 vagas no seu curso preparatório para o exame dos ofas !!!!!
Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !
- Todos os materiais estão disponíveis pelos sites www.educacao.sp.gov.br (links São Paulo Faz Escola, Ler e Escrever ou Cenp) ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br- Todas as 91 Diretorias de Ensino têm os materiais- Todas as escolas estaduais têm os materiais
A subsede de São Miguel/Itaim Paulista atenderá 500 vagas no seu curso preparatório para o exame dos ofas !!!!!
Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !
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Secretaria define conteúdo de prova classificatória para professores temporários
Avaliação será baseada na Proposta Curricular do Estado;docentes já podem começar a se preparar
A Secretaria de Estado da Educação definiu, em publicação no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 3 de novembro, os conteúdos que servirão como base para a prova classificatória destinada a professores temporários. Entre 12 e 21 de dezembro a Secretaria aplicará uma prova que, junto com o tempo de serviço e títulos, definirá a classificação para escolha de aulas em cada uma das 91 Diretorias de Ensino do Estado.A prova toda terá como base a Proposta Curricular do Estado (veja abaixo a indicação para cada ciclo de ensino). Com 25 questões (testes – cada um valendo 3,2 pontos), valerá 80 pontos no total, o mesmo peso do tempo de serviço. Os títulos (mestrado e doutorado, por exemplo) valerão outros 20 pontos, podendo-se chegar a um total de 180 pontos. Antes da implantação da prova, a classificação para atribuição de aulas tinha apenas dois critérios: tempo de serviço e títulos.Além dos professores temporários que já trabalham na rede estadual (cerca de 100 mil profissionais), a prova (conseqüentemente, também a atribuição de aulas) é aberta a professores que estejam fora da rede e alunos de ensino superior. Quem não participar da prova ficará fora da rede estadual em 2009 – a classificação valerá por um ano. Todos os pretendentes às vagas de temporários devem se inscrever até 13 de novembro.Os professores que já são temporários na rede receberam seus materiais ao longo do ano, em livros distribuídos a cada bimestre. Quem está fora da rede pode consultar o conteúdo via internet (www.educacao.sp.gov.br ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br), nas Diretorias de Ensino ou nas escolas estaduais.Com a prova a Secretaria especifica uma forma de verificar quais professores estão mais aptos nos conteúdos de suas disciplinas. Os participantes poderão escolher até duas disciplinas para a prova – seguindo sua aptidão. Por exemplo: professores que desejam dar aulas de matemática e química participarão de provas destas duas disciplinas, sendo averiguadas o conteúdo curricular nestas disciplinas. Os professores de ciclo 1 (1ª a 4ª do Ensino Fundamental) terão prova diferente, já que dão aulas de todas as disciplinas.Os professores que já trabalham nas escolas estaduais devem se inscrever para a prova em suas respectivas escolas. Quem está fora da rede deve procurar a Diretoria de Ensino que deseja trabalhar.
Como estudar
Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !
- Todos os materiais estão disponíveis pelos sites www.educacao.sp.gov.br (links São Paulo Faz Escola, Ler e Escrever ou Cenp) ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br
- Todas as 91 Diretorias de Ensino têm os materiais
- Todas as escolas estaduais têm os materiais
Ciclo 1 (1ª a 4ª série)
Orientações curriculares de língua portuguesa e matemática
Materiais do programa Ler e Escrever
Coletânea de atividades dos alunos de 1ª série
Coletânea de textos dos alunos
Caderno de planejamento e avaliação do professor alfabetizador
Guia de planejamento e orientação didática (volumes 1 e 2) do professor alfabetizador – 1ª e 2ª série
Projeto Intensivo no Ciclo (PIC) – material do aluno 3ª e 4ª série (volumes 1 e 2)
Projeto Intensivo no Ciclo (PIC) – material do professor 3ª e 4ª série (volumes 1 e 2)
Materiais do programa Letra e Vida
Coletânea de textos módulos 1, 2 e 3
Adaptações de acesso ao currículo – módulos 1 e 2
Ciclo 2 (5ª a 8ª série) e Ensino Médio
Cada professor deve conhecer a Proposta Curricular da disciplina pretendida:
Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Inglês, Matemática, Ciências, Física, Química, Biologia, História, Geografia, Sociologia e Filosofia
A Secretaria de Estado da Educação definiu, em publicação no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 3 de novembro, os conteúdos que servirão como base para a prova classificatória destinada a professores temporários. Entre 12 e 21 de dezembro a Secretaria aplicará uma prova que, junto com o tempo de serviço e títulos, definirá a classificação para escolha de aulas em cada uma das 91 Diretorias de Ensino do Estado.A prova toda terá como base a Proposta Curricular do Estado (veja abaixo a indicação para cada ciclo de ensino). Com 25 questões (testes – cada um valendo 3,2 pontos), valerá 80 pontos no total, o mesmo peso do tempo de serviço. Os títulos (mestrado e doutorado, por exemplo) valerão outros 20 pontos, podendo-se chegar a um total de 180 pontos. Antes da implantação da prova, a classificação para atribuição de aulas tinha apenas dois critérios: tempo de serviço e títulos.Além dos professores temporários que já trabalham na rede estadual (cerca de 100 mil profissionais), a prova (conseqüentemente, também a atribuição de aulas) é aberta a professores que estejam fora da rede e alunos de ensino superior. Quem não participar da prova ficará fora da rede estadual em 2009 – a classificação valerá por um ano. Todos os pretendentes às vagas de temporários devem se inscrever até 13 de novembro.Os professores que já são temporários na rede receberam seus materiais ao longo do ano, em livros distribuídos a cada bimestre. Quem está fora da rede pode consultar o conteúdo via internet (www.educacao.sp.gov.br ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br), nas Diretorias de Ensino ou nas escolas estaduais.Com a prova a Secretaria especifica uma forma de verificar quais professores estão mais aptos nos conteúdos de suas disciplinas. Os participantes poderão escolher até duas disciplinas para a prova – seguindo sua aptidão. Por exemplo: professores que desejam dar aulas de matemática e química participarão de provas destas duas disciplinas, sendo averiguadas o conteúdo curricular nestas disciplinas. Os professores de ciclo 1 (1ª a 4ª do Ensino Fundamental) terão prova diferente, já que dão aulas de todas as disciplinas.Os professores que já trabalham nas escolas estaduais devem se inscrever para a prova em suas respectivas escolas. Quem está fora da rede deve procurar a Diretoria de Ensino que deseja trabalhar.
Como estudar
Haverá curso de formação na subsede de são miguel e principalmente nas subsedes de oposição !
- Todos os materiais estão disponíveis pelos sites www.educacao.sp.gov.br (links São Paulo Faz Escola, Ler e Escrever ou Cenp) ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br
- Todas as 91 Diretorias de Ensino têm os materiais
- Todas as escolas estaduais têm os materiais
Ciclo 1 (1ª a 4ª série)
Orientações curriculares de língua portuguesa e matemática
Materiais do programa Ler e Escrever
Coletânea de atividades dos alunos de 1ª série
Coletânea de textos dos alunos
Caderno de planejamento e avaliação do professor alfabetizador
Guia de planejamento e orientação didática (volumes 1 e 2) do professor alfabetizador – 1ª e 2ª série
Projeto Intensivo no Ciclo (PIC) – material do aluno 3ª e 4ª série (volumes 1 e 2)
Projeto Intensivo no Ciclo (PIC) – material do professor 3ª e 4ª série (volumes 1 e 2)
Materiais do programa Letra e Vida
Coletânea de textos módulos 1, 2 e 3
Adaptações de acesso ao currículo – módulos 1 e 2
Ciclo 2 (5ª a 8ª série) e Ensino Médio
Cada professor deve conhecer a Proposta Curricular da disciplina pretendida:
Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Inglês, Matemática, Ciências, Física, Química, Biologia, História, Geografia, Sociologia e Filosofia
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Atribuição de aulas/ 2009
Atribuição de aulas/ 2009
Inscrição para efetivos 01 a 12/12/08
Inscrição para não efetivos 27/10 a 07/11/08
Prova para não efetivos (OFA) entre 12 e 21/12/08
Confirmação de inscrição dos removidos 12 a 21/01/09
Inscrição de ingressantes 12 a 21/01/09
1ª classificação de efetivos 23/01/09
Recurso contra classificação de efetivos 23 a 26/01/09
Classificação final dos efetivos 29/01/091ª
classificação dos não efetivos 28/01/09
Recurso contra classificação dos não efetivos
28 e 29/01/2009Atribuição aos efetivos 31/01 a 04/02/2009
Classificação final dos não efetivos 03/02/2009
Atribuição aos Celetistas e aos Estáveis 04/02/2009
Atribuição aos demais não efetivos 05 a 10/02/2009
calendário de atribuição de aulas
D. O. publica calendário de atribuição de aulas
Em 18 de outubro, a Secretaria da Educação publicou Comunicado com o calendário de atividades referentes aos funcionários da rede pública de ensino.
Reproduzimos abaixo as datas referentes ao processo de atribuição de aulas para 2009. Atenção ao período de inscrição para os professores não efetivos.
Prova para não efetivos
Nas reuniões de negociação intermediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho, a APEOESP mantém a exigência pela realização imediata de concursos públicos de provas e títulos, com caráter classificatório e que levem em conta o tempo de docência, para a efetivação de todos os professores ACTs. Também mantém posição contra o Decreto 53037 e os processos seletivos excludentes, propostos pela S.E.E.
Nas negociações, o TRT já apresentou as seguintes proposições em relação ao processo seletivo: utilização da prova como titulação para concurso e evolução; classificação centralizada nas DREs; portaria de admissão deverá ser mantida; prova terá estrutura de pesos, sendo 50% para o tempo de serviço e 50% para a nota. Cabe lembrar que a proposta original do governo prevista no Decreto 53037 não contemplava nenhuma destas proposições. Em 23 de outubro, o TRT instaurará audiência final, encerrando as negociações. E no dia anterior, 22 de outubro, a APEOESP reúne-se com a Secretaria da Educação. Mais informações em nossas próximas publicações.
Atribuição de aulas/ 2009
Inscrição para efetivos 01 a 12/12/08
Inscrição para não efetivos 27/10 a 07/11/08
Prova para não efetivos (OFA) entre 12 e 21/12/08
Confirmação de inscrição dos removidos 12 a 21/01/09
Inscrição de ingressantes 12 a 21/01/09
1ª classificação de efetivos 23/01/09
Recurso contra classificação de efetivos 23 a 26/01/09
Classificação final dos efetivos 29/01/091ª
classificação dos não efetivos 28/01/09
Recurso contra classificação dos não efetivos
28 e 29/01/2009Atribuição aos efetivos 31/01 a 04/02/2009
Classificação final dos não efetivos 03/02/2009
Atribuição aos Celetistas e aos Estáveis 04/02/2009
Atribuição aos demais não efetivos 05 a 10/02/2009
Em 18 de outubro, a Secretaria da Educação publicou Comunicado com o calendário de atividades referentes aos funcionários da rede pública de ensino.
Reproduzimos abaixo as datas referentes ao processo de atribuição de aulas para 2009. Atenção ao período de inscrição para os professores não efetivos.
Prova para não efetivos
Nas reuniões de negociação intermediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho, a APEOESP mantém a exigência pela realização imediata de concursos públicos de provas e títulos, com caráter classificatório e que levem em conta o tempo de docência, para a efetivação de todos os professores ACTs. Também mantém posição contra o Decreto 53037 e os processos seletivos excludentes, propostos pela S.E.E.
Nas negociações, o TRT já apresentou as seguintes proposições em relação ao processo seletivo: utilização da prova como titulação para concurso e evolução; classificação centralizada nas DREs; portaria de admissão deverá ser mantida; prova terá estrutura de pesos, sendo 50% para o tempo de serviço e 50% para a nota. Cabe lembrar que a proposta original do governo prevista no Decreto 53037 não contemplava nenhuma destas proposições. Em 23 de outubro, o TRT instaurará audiência final, encerrando as negociações. E no dia anterior, 22 de outubro, a APEOESP reúne-se com a Secretaria da Educação. Mais informações em nossas próximas publicações.
Atribuição de aulas/ 2009
Inscrição para efetivos 01 a 12/12/08
Inscrição para não efetivos 27/10 a 07/11/08
Prova para não efetivos (OFA) entre 12 e 21/12/08
Confirmação de inscrição dos removidos 12 a 21/01/09
Inscrição de ingressantes 12 a 21/01/09
1ª classificação de efetivos 23/01/09
Recurso contra classificação de efetivos 23 a 26/01/09
Classificação final dos efetivos 29/01/091ª
classificação dos não efetivos 28/01/09
Recurso contra classificação dos não efetivos
28 e 29/01/2009Atribuição aos efetivos 31/01 a 04/02/2009
Classificação final dos não efetivos 03/02/2009
Atribuição aos Celetistas e aos Estáveis 04/02/2009
Atribuição aos demais não efetivos 05 a 10/02/2009
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Festa dos Professores de São miguel/Itaim
Apeoesp de São Miguel convida :
Baile dos Professores e Professoras
Dia 17 de outubro de 2008 Sexta Feira
Dia 17 de outubro de 2008 Sexta Feira
Local: Salão Ai KI Tá
Rua Santa Rosa de Lima 278
Esquina com Jose de Porciùncula
Rua Santa Rosa de Lima 278
Esquina com Jose de Porciùncula
próximo a Escola Francisco Pereira
Veja no informativo da Na Escola e na Luta
Pela reorganização da nossa jornada
exigir que o governo paulista cumpra a Lei do Piso !
Em mais um ataque ao professorado, o governo paulista não quer cumprir a reorganização da nossa jornada conforme a Lei do Piso estabelece. A declaração da SSE de que a rede já está em conformidade com a lei devido à diferença entre hora/aula e hora/relógio é uma afronta. Fazer luta para que o estado de SP cumpra essa lei é uma obrigação da APEOESP, não podemos vacilar diante disso.
Contudo, não podemos abrir mão da nossa reivindicação, como fez a direção da CNTE ao embarcar na proposta do governo. Queremos o piso do Dieese para 20 aulas e composição da jornada com 50% em sala de aula.
Sem mais investimento não há solução
A questão de fundo, entretanto, é o financiamento da educação. Serra é contrário à lei porque ela impacta o orçamento do Estado. Essa mesma lógica de contenção de investimento educacional está presente em nível federal. O governo Lula não derrubou os vetos de FHC ao PNE e o que é pior, o investimento em educação no atual governo é percentualmente inferior ao do governo tucano.
Estagio probatório
A resolução 66 tem gerado muito medo e ansiedade entre os professores em estágio probatório. É justamente esse o clima que o governo quer criar. Seu objetivo é fazer com que o professorado seja o mais submisso possível às diretrizes da SSE e aos desmandos dos dirigentes. Quem não rezar na cartilha sofre a ameaça de demissão.
Na realidade essa medida é complementar à política de bonificação – sedução e repressão. A proposital falta de objetividade dos itens a serem avaliados abre espaço para arbitrariedades e perseguição. A orientação do DRHU de considerar faltas de qualquer natureza, com exceção das abonadas, chega ao ponto da perversidade.
Os representantes da APEOESP não podem legitimar as comissões avaliadoras participando delas. A luta contra essa resolução deve estar no centro da nossa pauta.
O Decreto e a nossa luta
Nas últimas semanas as alterações no decreto propostas pelo TRT estiveram em debate nos fóruns da APEOESP. De forma geral, são mudanças que reduzem os efeitos negativos do decreto. Contudo, o resultado final desse processo é negativo, uma vez que a prova vai ocorrer e o decreto vai vigorar, ainda que num formato diferente da vontade do governo. Além disso, os demais pontos de pauta não foram atendidos.
Isso não significa, entretanto, que a nossa luta e a greve não obtiveram conquistas. Não fosse a greve, o decreto viria na íntegra. Fica a lição de que para manter a resistência contra as medidas do governo e alcançar conquistas teremos que organizar a luta do professorado num patamar mais avançado.
O combate é contra o projeto educacional do governo
As políticas educacionais em curso são profundamente regressivas. Avaliação e punição, bonificação e congelamento salarial, imposição de conteúdos e de procedimentos são os elementos estruturais dão projeto de Serra e Maria Helena. É preciso fazer um enfrentamento global a esse projeto e não somente aos seus aspectos pontuais. Temos que defender com ainda mais força a Educação Pública de qualidade e democrática como um direito de todos e um dever do Estado.
Contudo, não podemos abrir mão da nossa reivindicação, como fez a direção da CNTE ao embarcar na proposta do governo. Queremos o piso do Dieese para 20 aulas e composição da jornada com 50% em sala de aula.
Sem mais investimento não há solução
A questão de fundo, entretanto, é o financiamento da educação. Serra é contrário à lei porque ela impacta o orçamento do Estado. Essa mesma lógica de contenção de investimento educacional está presente em nível federal. O governo Lula não derrubou os vetos de FHC ao PNE e o que é pior, o investimento em educação no atual governo é percentualmente inferior ao do governo tucano.
Estagio probatório
A resolução 66 tem gerado muito medo e ansiedade entre os professores em estágio probatório. É justamente esse o clima que o governo quer criar. Seu objetivo é fazer com que o professorado seja o mais submisso possível às diretrizes da SSE e aos desmandos dos dirigentes. Quem não rezar na cartilha sofre a ameaça de demissão.
Na realidade essa medida é complementar à política de bonificação – sedução e repressão. A proposital falta de objetividade dos itens a serem avaliados abre espaço para arbitrariedades e perseguição. A orientação do DRHU de considerar faltas de qualquer natureza, com exceção das abonadas, chega ao ponto da perversidade.
Os representantes da APEOESP não podem legitimar as comissões avaliadoras participando delas. A luta contra essa resolução deve estar no centro da nossa pauta.
O Decreto e a nossa luta
Nas últimas semanas as alterações no decreto propostas pelo TRT estiveram em debate nos fóruns da APEOESP. De forma geral, são mudanças que reduzem os efeitos negativos do decreto. Contudo, o resultado final desse processo é negativo, uma vez que a prova vai ocorrer e o decreto vai vigorar, ainda que num formato diferente da vontade do governo. Além disso, os demais pontos de pauta não foram atendidos.
Isso não significa, entretanto, que a nossa luta e a greve não obtiveram conquistas. Não fosse a greve, o decreto viria na íntegra. Fica a lição de que para manter a resistência contra as medidas do governo e alcançar conquistas teremos que organizar a luta do professorado num patamar mais avançado.
O combate é contra o projeto educacional do governo
As políticas educacionais em curso são profundamente regressivas. Avaliação e punição, bonificação e congelamento salarial, imposição de conteúdos e de procedimentos são os elementos estruturais dão projeto de Serra e Maria Helena. É preciso fazer um enfrentamento global a esse projeto e não somente aos seus aspectos pontuais. Temos que defender com ainda mais força a Educação Pública de qualidade e democrática como um direito de todos e um dever do Estado.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Festa dos Professores de São Miguel/Itaim Paulista
Festa dos Professores de São miguel/itaim
Apeoesp de São Miguel convida :
Baile dos Professores e Professoras
Dia 17 de outubro de 2008 Sexta Feira
Local: Salão Ai KI Tá
Rua Santa Rosa de Lima 278
Esquina com Jose de Porciùncula próximo a Escola Francisco Pereira
Mùsica ao vivo
Amigos
Alimentação na faixa e
Bebidas a preços de custo
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Calendário de Luta da Apeoesp em Outubro
08 de outubro: reunião de representantes de escola
13 a 17 de outubro: semana nacional de luta organizada pela CNTE
16 de outubro: audiência pública sobre diretrizes curriculares nacionais17 de outubro: CER ampliado com realização de mesas de debates
31 de outubro: assembléia estadual dos professores
13 a 17 de outubro: semana nacional de luta organizada pela CNTE
16 de outubro: audiência pública sobre diretrizes curriculares nacionais17 de outubro: CER ampliado com realização de mesas de debates
31 de outubro: assembléia estadual dos professores
Concurso de Remoção: prazo para indicação de unidades, retificação de dados ou de recursos vai até 1º de outubro
Concurso de Remoção: prazo para indicação de unidades, retificação de dados ou interposição de recursos vai até 1º de outubro
Os professores têm até o dia 1º de outubro para indicar unidades, retificar dados ou interpor recursos referentes ao concurso de remoção 2008. A classificação geral e a relação de vagas já estão disponíveis no site da APEOESP (www.apeoesp.org.br).
Em 25 de setembro, o Diário Oficial do Estado publicou Comunicado do Departamento de Recursos Humanos (DRHU) com a classificação geral dos candidatos, obedecendo a ordem decrescente do total de pontos obtidos na avaliação dos títulos, por categoria funcional. A relação dos candidatos inscritos por União de Cônjuges obedeceu a ordem alfabética do município pleiteado.
Segundo o Comunicado, a unidade de classificação do cargo do docente deve oferecer o seguinte material: Documento de Confirmação de Inscrição, Boletim para Acertos e Recursos e
Documento para Indicações. Neste último, o professor deverá registrar os nomes das unidades escolares para onde pretende remover-se, com seus respectivos códigos, bem como os municípios correspondentes, em ordem rigorosamente preferencial.
É importante atentar para o correto preenchimento dos documentos. Ainda segundo o Comunicado, não há limite para o número de indicações, podendo ser indicadas, inclusive, vagas potenciais não publicadas, pois poderá ocorrer alteração na identificação das vagas potenciais, após a fase de recursos. O docente que acumula cargo com outro da Classe de Suporte Pedagógico só poderá indicar unidade diversa daquela em que tenha classificado o seu cargo de Suporte Pedagógico. O Documento para Indicações e/ou Boletim para Acertos e Recursos deverá ser entregue ao superior imediato da unidade onde o cargo é classificado que deverá entregá-lo na respectiva Diretoria de Ensino até 02/10.
Mais informações poderão ser obtidas na íntegra do Comunicado, disponível no site do Sindicato.
Os professores têm até o dia 1º de outubro para indicar unidades, retificar dados ou interpor recursos referentes ao concurso de remoção 2008. A classificação geral e a relação de vagas já estão disponíveis no site da APEOESP (www.apeoesp.org.br).
Em 25 de setembro, o Diário Oficial do Estado publicou Comunicado do Departamento de Recursos Humanos (DRHU) com a classificação geral dos candidatos, obedecendo a ordem decrescente do total de pontos obtidos na avaliação dos títulos, por categoria funcional. A relação dos candidatos inscritos por União de Cônjuges obedeceu a ordem alfabética do município pleiteado.
Segundo o Comunicado, a unidade de classificação do cargo do docente deve oferecer o seguinte material: Documento de Confirmação de Inscrição, Boletim para Acertos e Recursos e
Documento para Indicações. Neste último, o professor deverá registrar os nomes das unidades escolares para onde pretende remover-se, com seus respectivos códigos, bem como os municípios correspondentes, em ordem rigorosamente preferencial.
É importante atentar para o correto preenchimento dos documentos. Ainda segundo o Comunicado, não há limite para o número de indicações, podendo ser indicadas, inclusive, vagas potenciais não publicadas, pois poderá ocorrer alteração na identificação das vagas potenciais, após a fase de recursos. O docente que acumula cargo com outro da Classe de Suporte Pedagógico só poderá indicar unidade diversa daquela em que tenha classificado o seu cargo de Suporte Pedagógico. O Documento para Indicações e/ou Boletim para Acertos e Recursos deverá ser entregue ao superior imediato da unidade onde o cargo é classificado que deverá entregá-lo na respectiva Diretoria de Ensino até 02/10.
Mais informações poderão ser obtidas na íntegra do Comunicado, disponível no site do Sindicato.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
"O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe... O que os americanos vão tentar fazer é distribuir
"O dólar acabou", avalia Carlos Lessa
"O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe... O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro".
(Carlos Lessa, Economista)
Ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o economista Carlos Lessa nada na contra-corrente do comissariado federal: identifica riscos imediatos para a economia brasileira, com o agravamento da crise nos Estados Unidos
Congressistas democratas e republicanos se reuniram ontem com o presidente dos EUA, George W. Bush, para discutir o pacote anticrise. Participaram do encontro os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain. A proposta do Tesouro americano prevê US$ 700 bilhões para a compra de títulos de risco. O acordo final ainda não foi fechado.
Para o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, "o dólar acabou" e seria preciso que um novo "Bretton Woods" estabelecesse novos parâmetros para a economia mundial. Em entrevista a Terra Magazine, Lessa expõe:
- Só tem um jeito. A Rússia já propôs, e a França também: reunir as potências do mundo e definir um novo acordo de Bretton Woods. O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe... O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro.
O economista demonstra segurança ao defender que "a crise está entrando no Brasil", apesar da tranqüilidade alardeada pela equipe do presidente Lula. O modelo de crescimento nacional, em sua opinião, está fundado em bolhas de crédito - e direciona a atenção aos créditos fáceis na venda de automotores. Faz outro diagnóstico:
- Pra você ter uma idéia: as empresas no Brasil tomam 10% do total de crédito de empresa no exterior. Só que os bancos do exterior pararam de emprestar. Por que o Banco Central reduziu os depósitos obrigatórios dos bancos? Sabe por quê? Para tentar gerar um espaço de crédito pra essas empresas que não têm mais crédito. Quem diria que um país tupiniquim, com doutor (Henrique) Meirelles todo-poderoso, pagando os mais altos juros do mundo, que tem US$ 207 bilhões na reserva, ia ter que fazer isso?
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegou a afirmar que os bancos brasileiros não tinham problema de liquidez. Adiante, um recuo. O BC anunciou anteontem a elevação da liquidez para bancos pequenos. Injeção de R$ 13,2 bilhões no mercado. Crítico da política monetária, Lessa elabora perguntas inquietantes:
1. "Não quero falar nada, mas quanto o Bradesco já perdeu? Quanto o Itaú já perdeu? Ninguém sabe. Eles não vão falar. Mas os bancos são encadeados uns com os outros.
2. "Como levaram o crescimento da economia brasileira? Pelo endividamento das famílias, não pelo investimento das empresas, não pelo investimento público."
Leia a entrevista:
Terra Magazine - O pacote de US$ 700 bilhões do governo Bush é um bom caminho para combater a crise? Como o senhor analisa esse plano emergencial?
Carlos Lessa - É preciso ter duas coisas em consideração. Primeiro, o poder norte-americano. Na história da humanidade, nunca houve uma sociedade tão poderosa quanto os Estados Unidos. É um poder militar, é um poder cultural enorme, mas a chave desse poder chama-se dólar, por uma razão muito simples: as reservas de todos os bancos centrais do mundo são lastreadas, predominantemente, em títulos do Tesouro norte-americano. Os Estados Unidos têm uma vantagem estratégica sobre qualquer outro País: o que ele emite, é dívida. Mas é a riqueza dos outros. Então, quem emite a riqueza, no caso os Estados Unidos, tem mais poder do que ter Forças Armadas.
Essa crise americana foi, na verdade, o jogo financeiro dos bancos americanos que, em última instância, debilitou profundamente o dólar. Ninguém sabe o tamanho do buraco. A informação que se tem é que são de US$ 14 trilhões as operações imobiliárias. Porém, ninguém sabe como é que isto foi, pela ginástica da alquimia financeira; derivativos em cima de derivativos - o derivativo pega um papel ruim e converte em papel bom -, derivando de tal maneira que vou dar a seguinte informação: o País mais conservador do mundo é a Suíça.
TM: Por quê?
Lessa: Do ponto de vista financeiro, é o País mais conservador do mundo. É a pátria onde os bancos são dominantes. O maior banco suíço chama-se UBS. O UBS já perdeu US$ 40 bilhões com títulos de primeira classe norte-americanos. Quarenta bilhões. Bom, o que estou querendo dizer: todos os bancos do mundo estão interligados nessa porcaria que os americanos fizeram. As perdas, ninguém sabe quais são. A esperança do governo americano, obviamente, é que colocando esses US$ 700 bilhões, pára. Por um lado, teoricamente, isso seria ótimo. O que o governo americano vai fazer é chamar para si tudo que é podre. Mas o problema é que, nessas crises, apodrece até o que é bom.
TM: O economista Luiz Gonzaga Belluzo alertou para o risco de contaminar os bancos comerciais.
Lessa: Luiz Gonzaga conhece profundamente isso. E já estão contaminados. Pra você ter uma idéia: as empresas no Brasil tomam 10% do total de crédito de empresa no exterior. Só que os bancos do exterior pararam de emprestar. Por que o Banco Central reduziu os depósitos obrigatórios dos bancos? Sabe por quê? Para tentar gerar um espaço de crédito pra essas empresas que não têm mais crédito. Quem diria que um país tupiniquim, com doutor (Henrique) Meirelles todo-poderoso, pagando os mais altos juros do mundo, que tem US$ 207 bilhões na reserva, ia ter que fazer isso?
TM: Conciliando com o discurso de que o País não está sendo afetado?
Lessa: Só 10% do crédito de empresas do Brasil vêm de fora. Agora, o UBS, o maior banco suíço, já perdeu US$ 40 bilhões. Não quero falar nada, mas quanto o Bradesco já perdeu? Quanto o Itaú já perdeu? Ninguém sabe. Eles não vão falar. Mas os bancos são encadeados uns com os outros. O Lehman Brothers era o terceiro banco em tamanho nos Estados Unidos, o maior banco de investimentos. Maravilhoso, fortíssimo e tal. Pra fechar o caixa, tirou US$ 8 bilhões do depósito do Lehman na Inglaterra. Aí o Lehman da Inglaterra não pagou seus funcionários. Quatro mil funcionários passando fome porque não receberam o salário do mês. Uma bolha dessa, quando explode, distribui fragmentos para todos os lados. Ninguém fez uma avaliação desse tamanho.
TM: Então, como o senhor avalia...?
Lessa: O que eu posso dizer é o seguinte: o tamanho do buraco é provavelmente muito maior do que foi anunciado até agora. Os bancos americanos já puseram US$ 1 trilhão.
TM: O FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou as perdas em US$ 1,3 trilhão.
Lessa: E agora mais US$ 700 bilhões! Você já fez acampamento? Pois veja bem. Todo mundo que faz acampamento sabe que tem que abafar a fogueira. Como é que se abafa? Joga um cobertor em cima e apaga. Tira o oxigênio. Mas se você puser um cobertor menor que a fogueira, alimenta o fogo. Eles já puseram US$ 1,3 trilhão nos últimos quatro meses. E vão colocar US$ 700 bilhões. Acho que é cobertor curto. Como os bancos do mundo estão entendendo essa história? O desespero deles fazendo isso é porque a situação é muito séria. Se a situação é muito séria, não vou emprestar pra ninguém.
TM: Noutra entrevista, o senhor já tinha alertado também para a dissociação entre consumo e a renda real de uma pessoa, com a proliferação do crédito fácil. Qual é o risco para o País?
Lessa: Certo. Chamei muita atenção de que o crescimento brasileiro, nos últimos dois anos, estava em cima de uma bolha de crédito. Vender carro sem pagamento à vista. O prazo de 90 prestações é o equivalente tupiniquim à bolha imobiliária americana. Se a crise bater no Brasil, os endividados vão fazer o quê? Parar de pagar. Os bancos vão fazer o quê? Executar e ficar dono dos carros? Vão fazer o que com os carros? A crise americana está se propagando pelo mundo inteiro. É só pra isso que estou chamando a atenção. E ninguém sabe o tamanho dela. A única coisa que se sabe é o seguinte: quanto mais ela avança, maior ela fica.
TM: O que deve ser proposto?
Lessa: Só tem um jeito. A Rússia já propôs, e a França também: reunir as potências do mundo e definir um novo acordo de Bretton Woods (que estabeleceu, em 1944, as relações monetárias mundiais). O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe. Mas, objetivamente, o dólar acabou. O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro. Vai sobrar até para a Guatemala.
TM: Entre as propostas do democrata Barack Obama para apoiar esse novo pacote de Bush, está a de ajudar também os proprietários de imóveis, não só os detentores de hipotecas. O que o senhor acha dessa proposta?
Lessa: Isso é o jogo eleitoral que ele está fazendo. Porque os americanos nunca vão deixar, não vão estar preocupados com os proprietários de imóveis. Eles vão estar preocupados é com os bancos. O proprietário de imóvel, que se endividou, azar! Vai ter que pagar ou perde o imóvel. Agora, os bancos, não recebendo, vão ficando podres. O dólar não está nos proprietários de imóveis. O dólar está nos bancos e no Tesouro americano. Niguém está se perguntando o seguinte: se os americanos vão emitir mais US$ 700 bilhões, são mais US$ 700 bilhões de dívidas do tesouro americano. Quem é que vai comprar?
TM: Quem o senhor sugere?
Lessa: Vão tentar forçar o mundo inteiro a comprar. Vão jogar pra fora, vão jogar a crise pra fora. E o que o nosso Lula está dizendo? Que tá tudo bem, né? O que o (Guido) Mantega está dizendo? Metade do povo brasileiro é de classe média. O que é que dr. Meirelles não diz, mas faz? Continua a fazer o que sempre fez. A minha preocupação é que se tenha uma crise muito grande avançando, enquanto o governo faz um discurso que não tem nada a ver com o real.
TM: Não há uma dimensão humana por trás disso?
Lessa: As pessoas não estão... Há seis dias, estive em Juiz de Fora, pra fazer uma conferência. Lá tenho muitos amigos. Sabe qual foi a informação que eu recolhi? A cidade tem 520 mil habitantes. Sabe quantos veículos automotores estão licenciados na municipalidade de Juiz de Fora? 140 mil.
TM: Uma proporção elevada.
Lessa: Um para menos de quatro moradores. Se você pegar essa informação para Ribeirão Preto, Campinas, cidades próximas a São Paulo, vai encontrar uma proporção maior. Menos gente por carro. Como levaram o crescimento da economia brasileira? Pelo endividamento das famílias, não pelo investimento das empresas, não pelo investimento público. A única coisa que aconteceu foi o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Quando eu fui presidente do BNDES, o Lula me pediu pra fazer a lista dos projetos prioritários para o País. Fiz uma relação muito parecida com o PAC atual. Aliás, eu acho que eles partiram da lista que nós fizemos. Trabalhamos três meses com 50 pessoas. Detalhe: neste ano, só gastaram 40% do que foi programado. Você acha que vão continuar o PAC? E aí? Você acha os juros vão subir? Posso afirmar que vão, pois é a única coisa que o dr. Meirelles sabe fazer. Como os dólares estão saindo do Brasil, Meirelles vai empurrar os juros pra cima. Os empresários vão continuar a investir? Já anunciaram que estão paralisando. A crise está entrando no Brasil.
(Claudio Leal - Terra Magazine)
"O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe... O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro".
(Carlos Lessa, Economista)
Ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o economista Carlos Lessa nada na contra-corrente do comissariado federal: identifica riscos imediatos para a economia brasileira, com o agravamento da crise nos Estados Unidos
Congressistas democratas e republicanos se reuniram ontem com o presidente dos EUA, George W. Bush, para discutir o pacote anticrise. Participaram do encontro os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain. A proposta do Tesouro americano prevê US$ 700 bilhões para a compra de títulos de risco. O acordo final ainda não foi fechado.
Para o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, "o dólar acabou" e seria preciso que um novo "Bretton Woods" estabelecesse novos parâmetros para a economia mundial. Em entrevista a Terra Magazine, Lessa expõe:
- Só tem um jeito. A Rússia já propôs, e a França também: reunir as potências do mundo e definir um novo acordo de Bretton Woods. O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe... O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro.
O economista demonstra segurança ao defender que "a crise está entrando no Brasil", apesar da tranqüilidade alardeada pela equipe do presidente Lula. O modelo de crescimento nacional, em sua opinião, está fundado em bolhas de crédito - e direciona a atenção aos créditos fáceis na venda de automotores. Faz outro diagnóstico:
- Pra você ter uma idéia: as empresas no Brasil tomam 10% do total de crédito de empresa no exterior. Só que os bancos do exterior pararam de emprestar. Por que o Banco Central reduziu os depósitos obrigatórios dos bancos? Sabe por quê? Para tentar gerar um espaço de crédito pra essas empresas que não têm mais crédito. Quem diria que um país tupiniquim, com doutor (Henrique) Meirelles todo-poderoso, pagando os mais altos juros do mundo, que tem US$ 207 bilhões na reserva, ia ter que fazer isso?
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegou a afirmar que os bancos brasileiros não tinham problema de liquidez. Adiante, um recuo. O BC anunciou anteontem a elevação da liquidez para bancos pequenos. Injeção de R$ 13,2 bilhões no mercado. Crítico da política monetária, Lessa elabora perguntas inquietantes:
1. "Não quero falar nada, mas quanto o Bradesco já perdeu? Quanto o Itaú já perdeu? Ninguém sabe. Eles não vão falar. Mas os bancos são encadeados uns com os outros.
2. "Como levaram o crescimento da economia brasileira? Pelo endividamento das famílias, não pelo investimento das empresas, não pelo investimento público."
Leia a entrevista:
Terra Magazine - O pacote de US$ 700 bilhões do governo Bush é um bom caminho para combater a crise? Como o senhor analisa esse plano emergencial?
Carlos Lessa - É preciso ter duas coisas em consideração. Primeiro, o poder norte-americano. Na história da humanidade, nunca houve uma sociedade tão poderosa quanto os Estados Unidos. É um poder militar, é um poder cultural enorme, mas a chave desse poder chama-se dólar, por uma razão muito simples: as reservas de todos os bancos centrais do mundo são lastreadas, predominantemente, em títulos do Tesouro norte-americano. Os Estados Unidos têm uma vantagem estratégica sobre qualquer outro País: o que ele emite, é dívida. Mas é a riqueza dos outros. Então, quem emite a riqueza, no caso os Estados Unidos, tem mais poder do que ter Forças Armadas.
Essa crise americana foi, na verdade, o jogo financeiro dos bancos americanos que, em última instância, debilitou profundamente o dólar. Ninguém sabe o tamanho do buraco. A informação que se tem é que são de US$ 14 trilhões as operações imobiliárias. Porém, ninguém sabe como é que isto foi, pela ginástica da alquimia financeira; derivativos em cima de derivativos - o derivativo pega um papel ruim e converte em papel bom -, derivando de tal maneira que vou dar a seguinte informação: o País mais conservador do mundo é a Suíça.
TM: Por quê?
Lessa: Do ponto de vista financeiro, é o País mais conservador do mundo. É a pátria onde os bancos são dominantes. O maior banco suíço chama-se UBS. O UBS já perdeu US$ 40 bilhões com títulos de primeira classe norte-americanos. Quarenta bilhões. Bom, o que estou querendo dizer: todos os bancos do mundo estão interligados nessa porcaria que os americanos fizeram. As perdas, ninguém sabe quais são. A esperança do governo americano, obviamente, é que colocando esses US$ 700 bilhões, pára. Por um lado, teoricamente, isso seria ótimo. O que o governo americano vai fazer é chamar para si tudo que é podre. Mas o problema é que, nessas crises, apodrece até o que é bom.
TM: O economista Luiz Gonzaga Belluzo alertou para o risco de contaminar os bancos comerciais.
Lessa: Luiz Gonzaga conhece profundamente isso. E já estão contaminados. Pra você ter uma idéia: as empresas no Brasil tomam 10% do total de crédito de empresa no exterior. Só que os bancos do exterior pararam de emprestar. Por que o Banco Central reduziu os depósitos obrigatórios dos bancos? Sabe por quê? Para tentar gerar um espaço de crédito pra essas empresas que não têm mais crédito. Quem diria que um país tupiniquim, com doutor (Henrique) Meirelles todo-poderoso, pagando os mais altos juros do mundo, que tem US$ 207 bilhões na reserva, ia ter que fazer isso?
TM: Conciliando com o discurso de que o País não está sendo afetado?
Lessa: Só 10% do crédito de empresas do Brasil vêm de fora. Agora, o UBS, o maior banco suíço, já perdeu US$ 40 bilhões. Não quero falar nada, mas quanto o Bradesco já perdeu? Quanto o Itaú já perdeu? Ninguém sabe. Eles não vão falar. Mas os bancos são encadeados uns com os outros. O Lehman Brothers era o terceiro banco em tamanho nos Estados Unidos, o maior banco de investimentos. Maravilhoso, fortíssimo e tal. Pra fechar o caixa, tirou US$ 8 bilhões do depósito do Lehman na Inglaterra. Aí o Lehman da Inglaterra não pagou seus funcionários. Quatro mil funcionários passando fome porque não receberam o salário do mês. Uma bolha dessa, quando explode, distribui fragmentos para todos os lados. Ninguém fez uma avaliação desse tamanho.
TM: Então, como o senhor avalia...?
Lessa: O que eu posso dizer é o seguinte: o tamanho do buraco é provavelmente muito maior do que foi anunciado até agora. Os bancos americanos já puseram US$ 1 trilhão.
TM: O FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou as perdas em US$ 1,3 trilhão.
Lessa: E agora mais US$ 700 bilhões! Você já fez acampamento? Pois veja bem. Todo mundo que faz acampamento sabe que tem que abafar a fogueira. Como é que se abafa? Joga um cobertor em cima e apaga. Tira o oxigênio. Mas se você puser um cobertor menor que a fogueira, alimenta o fogo. Eles já puseram US$ 1,3 trilhão nos últimos quatro meses. E vão colocar US$ 700 bilhões. Acho que é cobertor curto. Como os bancos do mundo estão entendendo essa história? O desespero deles fazendo isso é porque a situação é muito séria. Se a situação é muito séria, não vou emprestar pra ninguém.
TM: Noutra entrevista, o senhor já tinha alertado também para a dissociação entre consumo e a renda real de uma pessoa, com a proliferação do crédito fácil. Qual é o risco para o País?
Lessa: Certo. Chamei muita atenção de que o crescimento brasileiro, nos últimos dois anos, estava em cima de uma bolha de crédito. Vender carro sem pagamento à vista. O prazo de 90 prestações é o equivalente tupiniquim à bolha imobiliária americana. Se a crise bater no Brasil, os endividados vão fazer o quê? Parar de pagar. Os bancos vão fazer o quê? Executar e ficar dono dos carros? Vão fazer o que com os carros? A crise americana está se propagando pelo mundo inteiro. É só pra isso que estou chamando a atenção. E ninguém sabe o tamanho dela. A única coisa que se sabe é o seguinte: quanto mais ela avança, maior ela fica.
TM: O que deve ser proposto?
Lessa: Só tem um jeito. A Rússia já propôs, e a França também: reunir as potências do mundo e definir um novo acordo de Bretton Woods (que estabeleceu, em 1944, as relações monetárias mundiais). O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe. Mas, objetivamente, o dólar acabou. O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro. Vai sobrar até para a Guatemala.
TM: Entre as propostas do democrata Barack Obama para apoiar esse novo pacote de Bush, está a de ajudar também os proprietários de imóveis, não só os detentores de hipotecas. O que o senhor acha dessa proposta?
Lessa: Isso é o jogo eleitoral que ele está fazendo. Porque os americanos nunca vão deixar, não vão estar preocupados com os proprietários de imóveis. Eles vão estar preocupados é com os bancos. O proprietário de imóvel, que se endividou, azar! Vai ter que pagar ou perde o imóvel. Agora, os bancos, não recebendo, vão ficando podres. O dólar não está nos proprietários de imóveis. O dólar está nos bancos e no Tesouro americano. Niguém está se perguntando o seguinte: se os americanos vão emitir mais US$ 700 bilhões, são mais US$ 700 bilhões de dívidas do tesouro americano. Quem é que vai comprar?
TM: Quem o senhor sugere?
Lessa: Vão tentar forçar o mundo inteiro a comprar. Vão jogar pra fora, vão jogar a crise pra fora. E o que o nosso Lula está dizendo? Que tá tudo bem, né? O que o (Guido) Mantega está dizendo? Metade do povo brasileiro é de classe média. O que é que dr. Meirelles não diz, mas faz? Continua a fazer o que sempre fez. A minha preocupação é que se tenha uma crise muito grande avançando, enquanto o governo faz um discurso que não tem nada a ver com o real.
TM: Não há uma dimensão humana por trás disso?
Lessa: As pessoas não estão... Há seis dias, estive em Juiz de Fora, pra fazer uma conferência. Lá tenho muitos amigos. Sabe qual foi a informação que eu recolhi? A cidade tem 520 mil habitantes. Sabe quantos veículos automotores estão licenciados na municipalidade de Juiz de Fora? 140 mil.
TM: Uma proporção elevada.
Lessa: Um para menos de quatro moradores. Se você pegar essa informação para Ribeirão Preto, Campinas, cidades próximas a São Paulo, vai encontrar uma proporção maior. Menos gente por carro. Como levaram o crescimento da economia brasileira? Pelo endividamento das famílias, não pelo investimento das empresas, não pelo investimento público. A única coisa que aconteceu foi o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Quando eu fui presidente do BNDES, o Lula me pediu pra fazer a lista dos projetos prioritários para o País. Fiz uma relação muito parecida com o PAC atual. Aliás, eu acho que eles partiram da lista que nós fizemos. Trabalhamos três meses com 50 pessoas. Detalhe: neste ano, só gastaram 40% do que foi programado. Você acha que vão continuar o PAC? E aí? Você acha os juros vão subir? Posso afirmar que vão, pois é a única coisa que o dr. Meirelles sabe fazer. Como os dólares estão saindo do Brasil, Meirelles vai empurrar os juros pra cima. Os empresários vão continuar a investir? Já anunciaram que estão paralisando. A crise está entrando no Brasil.
(Claudio Leal - Terra Magazine)
Bolsa fecha em queda de 9,36%, maior perda desde 1999
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Dólar dispara 6%, maior alta em mais de 6 anos e meio, e fecha em R$ 1,964
O dólar disparou praticamente 6% nesta segunda-feira com a piora do cenário global após a rejeição do plano de resgate dos Estados Unidos ao setor financeiro, fechando no maior patamar desde setembro de 2007.A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,964, com valorização de 5,99%, maior alta percentual diária desde janeiro de 2002, quando o mercado refletia as incertezas com as eleições daquele ano.O dólar vinha em alta acentuada desde a abertura dos mercados nesta segunda-feira, mas ampliou o movimento após a notícia de que o pacote de US$ 700 bilhões de socorro aos bancos foi rejeitado na Câmara dos Estados Unidos.Congressistas dos Estados Unidos haviam anunciado no domingo 28 que chegaram a um acordo sobre como seria o socorro do governo ao setor financeiro, informação que agora se mostra incorreta.Ainda que as discordâncias entre parlamentares fossem nítidas, a rejeição à proposta pega muitos investidores de surpresa, uma vez que há um consenso entre os legisladores americanos de que é necessária alguma medida significativa contra a crise.Instituições financeiras dos Estados Unidos passam por seu pior momento desde a Grande Depressão, ocorrida no final da década de 1920 e nos anos de 30.(Com informações da Reuters)
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